Quando eu ligo o meu celular na tomada, ele simplesmente começa a carregar!

Quando alguém coloca o celular para carregar, não pensa na complexidade da malha elétrica ou se a fonte de energia é proveniente de uma hidrelétrica, por exemplo. Esses contextos são abstraídos pela praticidade do serviço.

Essa é a expectativa do mercado: tornar as atividades periféricas cada vez mais automatizadas para dedicar energia ao "core business". Nesse cenário, a tecnologia deve ser a “tomada” que, magicamente, fornece todos os recursos necessários para a carga do celular.

Além disso, no atual cenário econômico, um dos maiores desafios de quem provê tecnologia é a evolução preveniente, contínua e neutra. Ou seja, na ordem, deve antecipar movimentos do mercado, ser ininterrupta e atuar como a equipe de staff que atua imperceptivelmente para suportar tudo o que acontece no palco. Dessa forma, abstrai a complexidade deixando de ser um entrave ou preocupação aos seus usuários e, simplesmente, está lá e a mágica acontece.

Mas, quando isso não ocorre, ouvimos no mercado frases como “A entrega da encomenda não ocorrerá, porque o sistema falhou!” e “A compra não foi efetuada porque o site estava indisponível!”  Ou, ainda, o cenário piora quando, por exemplo, na reunião de lançamento do produto surge o questionamento "A infraestrutura de tecnologia suportará a campanha?"

Bem, quando qualquer um desses ou outros questionamentos são feitos pela área de negócio, significa que a experiência dela com a TI não foi das melhores, esse é o atestado da nossa falha como área de Tecnologia.

Por isso, deixo aqui o meu manifesto: a Tecnologia deve suportar e facilitar nosso dia a dia. Para isso, é preciso evoluir, transformar a tecnologia em algo simples para seus consumidores, assim como uma tomada para carregar o celular!

Por Fernando Oliveira, CEO na SEC4YOU, empresa brasileira com foco em segurança da informação.